Quinta à noite

A dona Maria

Partiu...


Foram tantas as vezes que passei à porta mas nunca tive a coragem de parar, que acabei por desistir de passar.  E hoje isso pesa! 


Numa próxima vez que passe à porta já sei que não vai estar lá ninguém. E isso dói!


A dona Maria era uma mulher pequenina, mas muito grande! Era o colo maior que eu conheci. O abraço mais longo e comprido que eu vi.


A dona Maria era doce, era amor, cuidado, conforto. 


A dona Maria era cumplicidade, sorriso tímido e um olhar de bondade. 


A dona Maria era mãe muitas mais vezes do que pariu.


Era amor verdadeiro, protetor e duradouro. 


Hoje um pedacinho de mim vai com ela, mas fica tanto dela em mim.


Ate um dia Velhota! Até um dia te Maria!

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