Partiu...
Foram tantas as vezes que passei à porta mas nunca tive a coragem de parar, que acabei por desistir de passar. E hoje isso pesa!
Numa próxima vez que passe à porta já sei que não vai estar lá ninguém. E isso dói!
A dona Maria era uma mulher pequenina, mas muito grande! Era o colo maior que eu conheci. O abraço mais longo e comprido que eu vi.
A dona Maria era doce, era amor, cuidado, conforto.
A dona Maria era cumplicidade, sorriso tímido e um olhar de bondade.
A dona Maria era mãe muitas mais vezes do que pariu.
Era amor verdadeiro, protetor e duradouro.
Hoje um pedacinho de mim vai com ela, mas fica tanto dela em mim.
Ate um dia Velhota! Até um dia te Maria!