Quinta à noite

A luz

A luz que trago em mim,


Está a acabar. 


Está fraca,


Tem dias que não a vejo a brilhar. 


 


É a saudade, a ausência, 


O luto mal resolvido,


Quem a está a apagar, 


Como cinzas que cobrem as chamas.


 


As lágrimas não lavam a alma.


Os olhos não se habituam ao escuro.


E eu estou parada, 


Sem preparar o futuro. 


 


São tantas as dores.


Não é só o coração ferido 


A alma também está escura. 


Há quanto tempo não tenho um dia colorido, 


Uma noite cheia de lua!


 


A luz que trago em mim 


Está a desaparecer. 


É saudade, é ausência 


E é o conforto do sofrer!

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