Quinta à noite

Abraço-me

As vezes estou triste.


Preciso de um amigo, 


Alguém que se preocupa comigo,


Mas não tenho. 


Abraco-me a mim,


Porque isto da solidão,


Dizem que mata. 


E isso é coisa que não tenho vontade. 


Já perdi a conta, dos abraços que me ofereci.


É uma falta de calor,


É de um vazio!


Mas é-me necessário!


Disseram que o amanhã vai ser melhor 


E eu quero cá estar,


Só para confirmar.


Valha-me a escrita 


E a facilidade de brincar,


De rir, 


Quando a vontade é chorar. 

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