Quinta à noite

Apalavrar

Fizeste-me acreditar,


Que o amor é como o rio


Que corre para um mar,


Sem nunca secar.


 


Talvez tenha sido o teu calor 


Que o queimou,


Porque o rio deixou de correr


E secou!


 


Ficaram estrelas por juntar,


Flores por colher.


Era para ver o mar,


Fiquei sem o saber!


 


Há tantos lugares 


Onde cheguei sozinha!


A tua companhia perdeu-se,


Algures num dos luares!


 


Houve chuva e não dancei!


As tuas palavras não eram música 


Eram trovões, de tempestades 


Que eu atravessei. 


 


Era para ser um rio 


Até o mar...


 

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