Quinta à noite

Barulho

Tem silêncios com o peso da solidão, 


E a cor do crepúsculo. 


Silêncios cheios de barulho,


De medo, de gelo.


Barulhos invisíveis,


Mais secretos que o próprio segredo.


Tem silêncios que abalam


Como terramotos barulhentos.


Silêncios que falam, que cantam,


Que não permitem esquecer. 


Silêncios que cobrem, que escondem;


Que tapam os olhos


E não deixam ver. 


Tem silêncios no vento, 


Na luz do sol,


No som do mar


Que nos obrigam a ouvir


O barulho das feridas 


Que o silêncio não deixa curar!


 


 


 

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