Quinta à noite

Desabafo

São castelos no ar 


O que eu vejo cair!


(Há muito que deixei de fingir 


Que os consigo agarrar!)


 


É areia que corre


Por entre os dedos cansados.


Um tempo que morre


Em momentos inacabados.


 


É minha vontade de escrever, 


Minha esperança vazia 


De ouvir as letras a dizer 


O que  a voz há muito silencia...


 


É uma dor no peito.


Uma leveza dolorida 


De quem encontrou o pior jeito 


Para seguir com a vida!


 

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