Quinta à noite

Uma semana de loucos

A Farrusca, a varicela no mais velho e a decisão difícil com o Lucky.


O Lucky adoptou-me à 9 anos (como aliás ele faz com tudo!). Mesmo nos dias em que não ia caminhar com o "dono" dele, ele dava uma corridinha extra só para me vir cumprimentar. 


Quando o J.M. nasceu ele era o seu guardião, não deixando ninguém tira-lo de casa, inspecionando qualquer pessoa que saísse a porta para garantir que ninguém o levava,  perseguindo qualquer pessoa que o tirasse de casa! Ele amparou-o nos primeiros passos, foi o fiel companheiro de brincadeiras...


Quando nasceu o L.D. ele olhou-nos com a expressão: "Outro? Porquê? Para quê?" Mesmo assim era o seu guardião,  apesar de a idade ser outra e a paciência também. 


Quando a panda veio para nossa casa com 2 meses ele adoptou-a e cuidou dela como se fosse sua mãe. Mimou-a tanto que a cadela está convencida que ele é seu pagem!


Por fim apareceu a Riscas, tinha somente 3 semanas e ele foi a sua mãe, cuidando dela e transportando-a na boca para que a bichana nunca estivesse sozinha. 


Quando a Riscas veio o Lucky já demonstrava as marcas de uma juventude de muitas maluquices. 


Agora já não esconde que está doente. E a veterinária diz que não há muito a fazer. 


Temos de escolher o que vamos fazer com o Lucky, mas infelizmente ele não terá a sorte da Farrusca, que apesar de todas as mazelas da idade, não estava a sofrer. 


O Lucky está a sofrer. 


E a decisão fica muito mais difícil quando ouço os meus filhos:


"- Panda, nos vamos embora! Porta te bem e cuida da Riscas...


- Não, não! Quem cuida de todos é o Lucky!"


É isso... 

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