Quinta à noite

Vamos sair de casa

Uma medida tão desejada por uns, e por outros temida. 


(Eu estou no grupo dos que a teme, principalmente depois das notícias que dão conta dos estragos que o vírus faz a nível cardíaco e neurológico  (logo 2 pontos que eu tenho debilitado)).


Compreendo a necessidade de reabrir a economia  (sim a economia, porque a sociedade, vai continuar "fechada"). É urgente voltar a produzir, vender, voltar a receber ordenados... É urgente voltar ao ativo e voltar a fazer coisas úteis!


A economia precisa que saíamos de casa,  a maioria das pessoas precisa de ganhar dinheiro para sobrevivência das famílias e o estado precisa de gente e  empresas a trabalhar e a pagar impostos. 


Se o fim da quarenta já vem tarde para a economia, parece que vem muito cedo para a saúde.


Fico com dúvidas do que vai acontecer às nossas, "tão boas", taxas em relação ao desenvolvimento do covid-19... 


Temos hospitais de campanha, e ventiladores disponíveis, mas será que temos profissionais suficientes? 


Será que não vamos facilitar o contágio com os grupos de risco? Será que vamos conseguir manter a mortalidade tão baixa? Será que vamos conseguir auxiliar os doentes covid-19 e não covid com qualidade e em segurança? 


Será que não vamos estar a colocar profissionais de serviços (lojas, restaurantes, cabeleireiros) em risco? 


Digo isso porque não é fácil comer com máscara, assim como fazer o buço, ou cortar o cabelo a 2 metros de distância!


Já há datas para voltar ao trabalho, às rotinas de que tanto nos queixavamos e que tanto tempo nos roubavam, mas das quais estamos cheios de saudades. 


No entanto, ainda não sabemos quando vamos voltar a beijar os nossos pais ou avós, quando vamos poder abraçar o irmão que tem asma ou o sobrinho que nasceu com problemas respiratórios... 


A normalidade ainda não tem data!


 

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